Maktub


21/03/2007


Ensaio sobre o Amor

Parte II - Como se formam os casais

 

Novamente dispensamos qualquer seriedade, e já lhes adiantamos que A Verdade, no presente discurso, não se trata do fim colimado. Persiste, contudo, a curiosidade dos incautos, cujos sonhos inda buscam atingir.

 

         Pretendemos dar seguimento a esta análise lógica e absolutamente despretensiosa sobre o Amor. Sabemos, que nem todos serão cúmplices desta conclusão, e é nesta medida que já será motivo de aplauso e contentação, se provocarmos a mera reflexão sobre o assunto.

 

Sim, por breves linhas já defendemos que o Amor é, acima de tudo, PERFEITO. E se aceitarmos essa característica primeira, teremos que entender também certas particularidades que derivam desta perfeição.

 

Destarte, pedimos desde já que os jovens casais tenham cautela. E se o sentimento que os une é grande ao ponto de ser nomeado Amor, maior cautela deverão ter. Pois, que sendo o Amor perfeito, não poderá ser em hipótese alguma egoísta. Entendam, se querem perpetuar esse sentimento maior, jamais o reduza a uma só pessoa. Pois o Amor que se julga verdadeiro, não pode resumir-se somente ao ser amado, por mais digno que ele seja.

 

De que lhe adianta fazer juras de amor à sua companheira, reservando a ela o que há de melhor em você e todo o seu carinho, toda sua compreensão, toda sua atenção, para logo em seguida lançar à má sorte, demonstrar-se insatisfeito e desprezar ao próximo? Para que serve dizer em voz alta e até mesmo profunda um: “Eu te amo!”, se no instante seguinte já está a maldizer qualquer pessoa que lhe cause desagrado, por justo ou injusto motivo? Recorda-se em seu íntimo que o Amor não se enraivece, nem se revolta, não se ofende, nem é alvo de ofensas.

 

Meu amigo, se seu coração nutre um afeto tão imenso por outro ser, ao cume de acreditar fielmente que está amando, bendita seja a sua sorte. Entretanto, se este sentimento não se mostrar suficiente para aplacar a fúria súbita causada por uma injuria, pondera bem o seu sentir, ou nomeia-o de outra forma.

 

Compreenda, o Amor se manifesta de diferentes formas, mas tenha em mente que tais formas de expressão, em hipótese alguma, alteram suas características de pureza e perfeição. É certo que o Amor para com nossos pais, irmãos, amigos, ou companheira se manifesta de maneira distinta, mas não é certo que devemos permitir sermos mais carinhosos com nossos pais do que com os nossos irmãos, ou sermos mais compreensivo com nossa companheira do que com nossos amigos, pois o Amor sendo perfeito é também equânime, não enxerga preconceitos ou diferenças.

 

Não temam o Amor, nem mesmo receiem amar. Entreguem-se a esse bálsamo, sintam-se capazes e merecedores deste dadivoso presente. Lembrem-se, ao contrário do que se ouve pelos cantos, o Amor não é o sentimento dos fracos, pois estes mergulhados em sua própria autopiedade e imersos em confusão de sentimentos, chegam ao temeroso engano de confundi-lo com um tolo e nefasto apego. Acreditem, o Amor é terrivelmente poderoso, forte o suficiente para aplacar uma tempestade com um leve sorriso, ou evitar um guerra com um singelo cumprimento. O Amor é tão antigo quanto o próprio universo, e tão imprescindível para o equilíbrio dos mundos quanto a própria sabedoria de Deus.

 

Por fim, sejamos heróis de nossos próprios destinos e façamos do Amor o nosso mais precioso objetivo. E assim, criando novas e positivas circunstâncias, deixemos que o Amor penetre cada ato, cada palavra ou gesto, para que na contramão da vida possamos demonstrar aos que deixaram de acreditar nesse ideal que não apenas somos capazes de Amar, como nos tornamos expressões do próprio Amor na Terra.


por Thiago Wondjov 

Escrito por Paulo Marcelo às 14h37
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